sábado, 15 de outubro de 2011

BRASPOL - Histórico e Estatuto



Histórico da BRASPOL

A INSTITUIÇÃO
BRASPOL - Representação Central da Comunidade Brasileiro-Polonesa no Brasil. Criada no dia 27 de janeiro de 1990, tem por objetivo máximo criar maiores laços de solidariedade entre as Comunidades Polônicas em nosso país; preservar as tradições e costumes, bem como todo o acervo cultural de seus antepassados; incentivar o intercâmbio cultural e científico com a Polônia e promover a valorização dos descendentes em todas as formas.
O COMEÇO
Para se conhecer um pouco a BRASPOL, é necessário que se conheça um pouco da história do povo polonês. Desde o ano de 1969, considerado como início da imigração polonesa para o Brasil, os poloneses e seus descendentes enfrentaram inúmeras dificuldades. O Brasil foi escolhido porque apresentava as melhores condições de assentamento e como a grande maioria era formada por agricultores encontraram em abundância o que mais desejavam - Terra. Encontraram, ainda, a vida em liberdade e distante da submissão senhorial imposta pelos estrangeiros invasores da Polônia.
Entre as diversas dificuldades, os poloneses se defrontaram com a barreira da língua, a hostilidade aparente do mundo exterior, a natureza, e os costumes. Apenas uma maneira poderia amenizar tal sofrimento - A União. O espírito comunitário foi despertado. Foram criados centros onde podiam se reunir e encontrar forças para a luta diária.
Dessas reuniões, surgiram igrejas, escolas e sociedades - o que sustentaria a sobrevivência da identidade cultural. Forma-se uma sociedade fundamentada em valores cristãos.
Porém, nos anos 30,  os decretos nacionalistas atingiram em cheio as comunidades polonesas. Elas se desintegram... Inicia-se um processo gradativo de esquecimento dos valores culturais, das tradições e sobretudo da língua polonesa.
Nesta época, a Polônia é forçada a fazer parte do bloco dos países do leste europeu (cortina de ferro). Após a 2ª Guerra Mundial, passa para o domínio político da URSS e as comunidades polonesas em outras terras são totalmente esquecidas. Não existia mais uma política de considerar os imigrantes como parte da nação.
Os tempos mudam...
Após a queda do comunismo, a Polônia ganha sua independência com eleições livres para o Congresso Nacional em 1989. Muda também a política em relação aos imigrantes. Estes e seus descendentes, sentindo a mudança, respondem aos desafios da nova situação.
Começam a tornar-se realidade, as idéias surgidas há algumas décadas, de se fundar organizações representativas de toda a etnia polonesa no Brasil, o que ganhou força sobretudo, quando da visita do Papa João Paulo II ao Brasil e de seu encontro com a comunidade polonesa na cidade de Curitiba, reforçada com a visita do Primaz da Polônia, o Cardeal Józef Glemp a várias comunidades no Brasil em 1984.
SURGIMENTO
“Os poloneses com seu trabalho e tenacidade, colaboraram no progresso das regiões onde se instalaram, com a fidelidade às suas tradições e a herança cultural da antiga pátria, enriqueceram a nova sociedade com a qual se integraram. Não se pode passar indiferente diante destes fatos. Para resguardar essa herança, para que ela continue como elemento de inspiração, surge em Curitiba uma organização de âmbito nacional (...) que deverá congregar e representar a etnia polonesa diante das autoridades brasileiras e outras organizações.”
Diante dos últimos fatos históricos e dos acontecimentos surgidos nos últimos anos; em 1989 começam os preparativos para fundar a organização até então sonhada. Seguem-se inúmeras reuniões, nas quais participam representantes de todos os segmentos sociais da comunidade polonesa. Nessas reuniões foram discutidos detalhes dos estatutos, das finalidades e das exigências da legislação brasileira.
Numa das últimas dessas reuniões, foi decidido a convocação de uma Assembléia que concretizaria a instituição. A data escolhida foi a da 27 de janeiro de 1990. Participaram mais de 300 pessoas representantes dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Na Assembléia do dia 27 de Janeiro, no auditório da Universidade Federal do Paraná, foram aprovados os estatutos e eleita a diretoria nacional, além da deliberação de seu sistema organizacional, em especial, a formação de núcleos representativos, onde houvesse descendentes poloneses. Tinha início a REPRESENTAÇÃO CENTRAL DA COMUNIDADE BRASILEIRO POLONESA NO BRASIL - BRASPOL.
PARTICIPAÇÕES E REALIZAÇÕES
Os trabalhos desenvolvidos, vêm sendo marcado pela perseverança e dedicação de seus membros. A BRASPOL é fundadora e membro da USOPAL - União das Sociedades e Organizações Polônicas da América Latina.
Nesses nove anos de atividade, a organização participou dos encontros e congressos realizados nesse período pela USOPAL.
A BRASPOL, no intuito de ser porta-voz de toda a etnia polonesa nas suas aspirações, identidade e cultura, vem tentando resgatar a real e verdadeira contribuição das organizações e entidades na conservação da CULTURA, FÉ E IDENTIDADE étnica da coletividade polônica no Brasil, bem como, congregar o melhor de sua cultura à nação brasileira. Por isso, tem se dedicado a expandir Núcleos representativos em todos os lugares onde existam comunidades de descendentes de poloneses.
Em 1999, ao comemorar nove anos de atividades, já apresenta 308 núcleos espalhados pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Rio de Janeiro.
Além de perseguir a expansão dos núcleos pelo Brasil, a BRASPOL também tem realizado outras atividades das quais se destacam:
  • Realização de encontros de confraternização, com o Oplatek no Natal, da Swieconka na Páscoa e promoção de festas comunitárias incentivando sempre o resgate das tradições herdadas;
  • Recepção promovidas a delegações e autoridades polonesas em visita ao nosso país;
  • Mantém e publica o jornal Kurier - O Mensageiro - editado em língua portuguesa, e às vezes alguma página em polonês;
  • Realização de encontros e assembléias regionais para apreciação de assuntos de interesse dos Núcleos e da comunidade polônica em geral;
  • Participação na tradicional Festa de São Francisco - Largo da Ordem em Curitiba, com barraca de comidas típicas;
  • Promoção da 1ª Exposição de Pinturas de Artistas Polônicos, nas cidades de Varsóvia e Cracóvia na Polônia;
  • Promoção de justa homenagem ao polônico e extremado paranista Desembargador Segismundo Gradowski pelo transcurso de seu centésimo aniversário de nascimento;
  • Promoção e incentivo à cultura através de:
    • aulas de Língua Polonesa, em convênio com Prefeituras Municipais;
    • curso de pinturas em ovos - pisanki;
    • curso de wycinanki - recorte de papéis coloridos formando figuras;
    • curso de culinária típica;
    • formação e manutenção de Grupos Folclóricos de danças polonesas;
    • seminários e palestras de caráter histórico-culturais e de atualização;
  • Promoção e incentivo à formação religiosa através de:
    • celebração de terços e missas em Língua Polonesa;
    • comemorações natalinas com canções que evocam a tradição católica da Polônia - Koledy.
PROJETOS EM ESTUDOS
Os trabalhos desenvolvidos pela BRASPOL não param. Há muito ainda por ser feito. Alguns projetos já estão em estudo para serem realizados como por exemplo:
  • Aquisição de uma sede própria, onde possa melhor desenvolver suas atividades inerentes;
  • Implantação de um Banco de Dados referentes aos imigrantes poloneses (nomes, datas, navios em que vieram, locais onde se radicaram, comunidades por eles fundadas, etc.);
  • Estabelecimento de árvores genealógicas visando ao restabelecimento de laços familiares entre cidadãos brasileiros (polônicos) e cidadãos poloneses, promovendo assim, de forma sublimar, um maior estreitamento das relações entre Brasil e Polônia;
  • Resgate de fatos e fotos, da arte e da música, bem como das tradições dos antepassados;
  • Recuperação e conservação de dados concernentes à arquitetura polonesa e sua influência na arquitetura brasileira em determinadas regiões.
Estatuto

  1. Representar em todas as oportunidades a comunidade oriunda da etnia polonesa no Brasil, perante as autoridades, instituições públicas e privadas;
  2. Interpretar o pensamento, as aspirações e os reclamos da Comunidade brasileiro-polonesa, reivindicando através de todos os meios legais os interessados dessa comunidade;
  3. Congregar as Associações, Clubes, Sociedades ou outras Organizações legalmente constituídas cujas as origens procedem da Comunidade brasileiro-polonesa e, ou, que se propõem a estimular e cumprir as finalidades previstas neste estatuto;
  4. Incentivar a permuta de conhecimentos ou atividades culturais, artísticas, científicas e desportivas entre o Brasil e a Polônia, bem como, proporcionar o intercâmbio com as Organizações similares de outros países, obedecendo a legislação brasileira;
  5. Estabelecer normas, fixar condições e coordenar a participação das entidades associadas e da própria comunidade nas festividades e promoções da comunidade polono-brasileira;
  6. Incrementar e promover eventos artísticos-culturais, científicos, deportivos e tudo o mais que possa constituir documentário ou integração da Cultura e tradições;
  7. Incentivar e favorecer com meios a seu alcance a pesquisa e a publicaçãode trabalhos técnicos-científicos e sócio-históricos;
  8. Promover eventos que venham a dignificar as datas e fatos históricos conjunturais no processo civilizatório nacional;
  9. Utilizar todos os meios da Comunicação para alcançar os objetivos de divulgação das atividades e do acervo da Comunidade;
  10. Realizar e manter toda e qualquer atividade ou promoção que venha desenvolver, organizar ou aprimorar a comunidade. Fonte: BRASPOL Nacional

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Terço em polonês


                            

TERÇO
EM
POLONÊS

O Núcleo da BRASPOL de Ponta Grossa convida a comunidade brasileiro-polonesa dos Campos Gerais para o Terço no idioma polonês  a realizar-se:

Data: Mensalmente (terceiro domingo)
Horário: 15 horas
Local:  Capela do Asilo São Vicente de Paulo
Ponta Grossa - Paraná
             
Participação: Coral Polonês da Braspol de Ponta Grossa





quinta-feira, 6 de outubro de 2011

OPŁATEK


(PÃO ÁZIMO)

OPŁATEK


                  O Natal para os poloneses é um período impregnado de emoções intensas e comportamentos orientados para o fortalecimento das relações humanas e a renovação moral.

        Hoje, os polônicos revivem na Vigília do Natal, a partilha do Pão Ázimo, Opłatek.
        
         Introduzida pelos primeiros cristãos,  tem o seu significado  no perdão mútuo,  na confraternização entre os membros da família e da comunidade. É o símbolo da reconciliação entre os seres humanos e a natureza, entre o mundo físico e espiritual e de todo o cosmo.

PARA REALIZAR A PARTILHA DO OPŁATEK

1.    Na presença do representante da família, da comunidade ou de um sacerdote, o Opłatek será abençoado (não consagrado).
2.    Ao iniciar a Ceia de Natal, o pai, a mãe ou outro representante distribuirá um pedaço de Opłatek a cada presente (inclusive crianças e animais).
3.    A seguir, cada um partilhará o seu Opłatek com todos os presentes.
4.  Quebrando e ingerindo um fragmento do Opłatek da mão da outra pessoa e vice-versa, trocando votos de bem estar e prosperidade.

      No AMOR e na VIDA contidos na partilha do PÃO, o Núcleo da BRASPOL de Ponta Grossa confraterniza-se com todos os povos, aspirando pela fonte das novas forças vitais aos habitantes do Universo.

Alda Slonik

Cultura Polonesa- Diário da Manhã


Dê um "click" na imagem para visualizar todo o conteúdo.







Uma Fenda no Tempo


O Coral Polonês da BRASPOL de Ponta Grossa

         Alda Slonik

         Segundo a integrante do coral polonês, Sra. Bogumila Celinski no final década de 50 a diretoria da Sociedade Polonesa Renascença de Ponta Grossa solicitou a colaboração do Pe. Marjan Pawlowski para  compor um coral e enfatizar as atividades do grupo folclórico e apresentar-se durante as festas de Natal, Páscoa e demais apresentações polonesas.
            Segundo Bogumila Celinski , Sofia Robert, e Edvirges Swiatowski Brigola,  Maria Helena e Ricardo José Chwist , era a Irmã Joanina Knaut da Congregação das Irmãs da Sagrada Família quem  regia o coral durante as missas polonesas celebradas pelo Pe.Robert Bąk na Igreja Sagrado Coração , na praça Barão de Guaraúna, centro de Ponta Grossa na década de 60.
          Se destacavam pela presença no coral , a Irmã Maria Luiza, Antonina Swiatkowski, Sofia Swiatkowski, Bogumila e Mieczysław Celinski, Sofia Robert e sua irmã Maria, Francisca Migdalski, Felix Frankoski, Pe. Marjan, Maria Helena e Ricardo José Chwist, entre outros.
          Alguns anos mais tarde, o coral continuou  suas atividades sob regência de Irmã Clarencia da Congregação das Irmãs da Sagrada Família.
          O Pe. Marjan Pawlowski e o Pe. Benedykt Grzymkowski, Reitor da Missão Católica Polonesa no Brasil, empenharam-se para que a Igreja do Sagrado Coração de Jesus continuasse sob a responsabilidade da colônia polonesa. Porém, o objetivo não foi alcançado. O coral polonês também foi desativado.

O Núcleo da BRASPOL de Sabará de Ponta Grossa resgatou o coral polonês

No dia primeiro de agosto de 1999, na Sala de Música do Colégio Sagrada Família, localizado na Av. Visconde de Taunay, 101 centro de Ponta Grossa, os integrantes do coral polonês da época reativaram as atividades do coral polonês e ingressaram para o Núcleo da Braspol de Sabará de Ponta Grossa.
O referido coral recebeu o nome de Coral Polonês da Braspol de Ponta Grossa, sob a direção e regência da Irmã Olívia da Congregação das Irmãs da Sagrada Família.
Coralistas Presentes na ocasião:
Irmã Olívia                                          
Roza  Bárbara Bus
Pe. Marjan Pawlowski                       
Leonardo Bus
Bogumila Celinski                              
Sofia Robert        
Elvira Stępień                                    
Maria Lucia C. Rogenski
Mirosław Stępień                                
Mariannna Aleksandra Slonik
Stanisława Stępień                             
Alda Slonik.
Maria Helena Chwist      
Ricardo José Chwist                       
Os ensaios a partir da referida data, são realizados na Sala de Música do Colégio sagrada Família, centro de Ponta Grossa.
O novo coral em quinze de agosto de 1999 às quinze horas, uma tarde gelada e de ventos cortantes, participou pela primeira vez durante a primeira missa celebrada no idioma polonês, na igreja Espírito Santo, no bairro Colônia Dona Luiza.
A missa foi celebrada pelo Pe. Stanislaw Turbanski da Congregação do Seminário Verbo Divino.
O empenho dos integrantes do núcleo da Braspol de Sabará e da regente Irmã Olivia Modkowski mantém o coral em atividade.
Missas no idioma polonês e celebrantes:
Pe. Stanislaw Turbanski, svd de 1999 a 2003.
Pe. Benedykt Grzymkowski, Reitor da missão católica polonesa  de 2004 a 2006.
Pe. Antoni Rybinski, svd 
Local e horário: terceiro domingo do mês às 15 horas na Capela do Asilo São Vicente de Paulo,  Ponta Grossa.
Durante o mês de agosto a missa é celebrada em homenagem a Nossa Senhora de Czestochowa, na Igreja Sagrado Coração de Jesus, conhecida como “Igreja dos Polacos”, no centro de Ponta Grossa.
           

RESGATANDO AS TRADIÇÕES POLONESAS


A BRASPOLde Sabará de Ponta Grossa  e as Diversas formas de divulgação da Cultura polonesa nos Campos Gerais

Fonte:
01.Caderno Especial 16 anos do Diário da Manhã em parceria com a UEPG – Etnias
Matéria de Maria Lucia Cordeiro Rogenski

RESGATANDO AS TRADIÇÕES POLONESAS  
Profª. Maria Lucia C. Rogenski
Especialista em Educação Patrimonial - UEPG
No final do século XIX, imigrantes poloneses chegam ao Brasil. Famílias inteiras deixavam sua Terra Natal, trazendo em sua bagagem a esperança de uma vida melhor, com prosperidade e paz.
O imigrante polonês estabeleceu-se em diversas regiões do Paraná, entre elas, na cidade de Ponta Grossa. O primeiro grupo de 84 pessoas chegou entre 1876 e 1878, estabelecendo-se na Colônia Moema. Mais tarde, em 1892, outros 613 poloneses ocuparam as colônias de Itaiacoca, Taquari, Botuquara, Rio Verde, entre outras. Adaptaram-se facilmente à região devido à semelhança do clima frio a que estava acostumada.
Trouxeram consigo, além de esperanças, a sua cultura. Os costumes do seu cotidiano passaram a influenciar a vida da comunidade, com a qual conviviam.
A fé religiosa dos primeiros imigrantes levou-os a construir o maior símbolo polônico, a atual Igreja do Sagrado Coração de Jesus, conhecida até hoje como “Igreja dos Polacos”. Em seu interior encontra-se um altar em homenagem a Nossa Senhora de Czestochowa – Rainha da Polônia. Nesse local a comunidade polônica realiza até os dias atuais, no mês de agosto, a celebração em  homenagem, à mãe dos poloneses.
Na mesma praça, ao lado da Igreja, encontra-se outro referencial, a placa comemorativa pelo Centenário da Imigração Polonesa no Paraná, datando de dezembro de 1971.
Ainda como referência polônica tem-se a Sociedade Polonesa Renascença, constando sua fundação de 1896. Em meados de 1957, o Pe. Marjan Pawlowski forma um coral misto para reforçar o grupo folclórico. Mais tarde, esse grupo de coralistas foi desativado. No entanto, um novo coral é formado em agosto de 1999, sendo que alguns participantes do coral inicial retomam suas atividade no atual Coral Polonês da Braspol, juntamente com outros participantes. O clube contou com diversas atividades para a comunidade polonesa, durante anos, mas atualmente, acontecem apenas os ensaios do grupo folclórico polonês “Nowa Nadzieja”, que realiza diversas apresentações durante o ano, contando com a participação de jovens e crianças.
Em busca do resgate das tradições adormecidas, jamais esquecidas, em 1999, foi fundado o núcleo da BRASPOL de Ponta Grossa (Representação da Comunidade Brasileiro Polonesa) sob a presidência de Alda Slonik, através do qual os polônicos relembram suas tradições, seja pelo idioma, festividades religiosas, música,  pratos típicos ou confraternizações. No mesmo ano, com igual objetivo, realizou-se a pesquisa intitulada “O cotidiano do imigrante polonês na sociedade pontagrossense” de autoria da Prof.ª Maria Lucia C. Rogenski, material que reuniu dados sobre a cultura polonesa.
Com base nisso, o grupo polônico participa mensalmente de missa celebrada no idioma polonês, na Capela do Asilo São Vicente de Paula, contando com a participação do Coral Polonês da Braspol, regido pela Ir. Olívia Modkowski, a celebração é seguida de confraternização entre os participantes. Também são realizadas outras atividades pelo grupo como confraternização com outros grupos polônicos do Paraná, participação em Congressos internacionais promovidos pela Braspol, Feira das Nações e no Natal das Etnias.
Por ocasião da páscoa, no sábado de Aleluia, é tradição a realização da Benção dos Alimentos – a Swienconka- celebrada pelo PE Stanislaw Turbanski.  Como forma de agradecimento a Deus pelo alimento recebido, prepara-se uma cesta decorada e recheada com alimentos que serão consumidos no dia seguinte: broa, cuque, lingüiça, ovos coloridos (pisanki), frutas, sal e ovos de chocolate, podendo conter outros itens de acordo com o costume de cada família.
Na época natalina, a celebração é um encontro especial da comunidade com o Menino Jesus que nasce o Coral prepara músicas natalinas, todas cantadas no idioma polonês, o pão ázimo – Oplatek- é partilhado pelos polônicos significando o perdão mútuo e confraternização entre os membros da família e comunidade.  
O grupo polônico ao participar do Natal das Etnias, em dezembro de 2002, na Cervejaria Kaiser, com músicas Natalinas e a árvore de Natal enfeitada com biscoitos confeitados, resgata essa tradição dos lares poloneses.
Entre as várias contribuições polonesas, ainda pode-se citar o tradicional pastel de requeijão cozido – o pierogi, a broa integral, torta de requeijão, charutinhos de repolho, o nhoque de batatas, o sonho doce e a cerveja caseira.
Outra importante contribuição que modificou a paisagem da cidade com a chegada dos poloneses, foi o estilo na forma das construções. A casa de madeira, que inicialmente surgia de troncos desbastados a machado e mais tarde com tábuas cortadas nas serrarias. A arquitetura européia traz o telhado de duas águas, a incidência do sótão, a varanda e o lambrequim - com a finalidade de pingadeiras, apresentando-se com recortes diversos.
Percebe-se dessa forma, a importância da preservação da cultura e das tradições que fazem parte do cotidiano da cidade.
As atividades aqui citadas, entre outras realizadas pela comunidade polônica estão abertas a todos os polônicos e pessoas que desejarem participar.